A campanha “Em Verde Vivo”, lançada pelo Turismo Centro de Portugal, é mais do que um spot de um minuto e meio — é uma mensagem de esperança e de resiliência que fala diretamente às comunidades e às empresas que continuam a sofrer as consequências do fogo.
É por isso que considero a iniciativa “Em Verde Vivo” uma ideia verdadeiramente “smart”: porque não se limita a olhar para trás, mas projeta o futuro. Afirma que, mesmo depois de devastados, os territórios do Centro continuam vivos e prontos a regenerarem-se. Mais do que uma campanha de marketing, é um ato de reconstrução simbólica e um convite a acreditar novamente, a visitar, a investir e a confiar.
Na crónica que escrevi recentemente para o Observador, sob o título Um Fogo Invisível, alertei para esse outro incêndio que continua a lavrar: o das reservas canceladas, dos alojamentos turísticos e restaurantes vazios, das contas por pagar, dos empregos em risco. É fogo que persiste em silêncio, prolongando os efeitos devastadores nos territórios mais frágeis do país.
Por isso, é urgente a recuperação destes territórios. E isso faz-se com linhas de apoio, políticas públicas e também com ações que devolvam orgulho e confiança às pessoas e atratividade às regiões. Porque sem floresta não há paisagem, sem paisagem não há turismo, e sem turismo não há futuro para muitas destas comunidades.
“Em Verde Vivo” mostra-nos que comunicar esperança também é uma forma de reconstruir.