Ana Jacinto afirma que “a restauração não é um luxo. É uma infraestrutura social silenciosa, um elo vital na cadeia do bem-estar coletivo”, alertando para leituras que reduzem o setor a uma lógica de excesso de oferta.
A secretária-geral da AHRESP lembra que, num país que envelhece, os restaurantes asseguram a alimentação diária de milhares de pessoas e apoiam estudantes, trabalhadores deslocados e famílias em situações de fragilidade. “Reduzir esta realidade a uma questão de ‘excesso de oferta’ é um erro crasso na leitura da dinâmica social”, alerta.
Ana Jacinto destaca ainda a dimensão cultural da restauração, sublinhando que “cada porta que se fecha não encerra apenas um negócio: leva consigo memória, território e cultura”. Sobre a fiscalidade, defende que a taxa intermédia de IVA “não é uma ‘borla’: é uma equação económica simples, com retorno comprovado”, com impacto positivo no emprego e na sustentabilidade das empresas.
“A restauração não é um luxo. É um serviço essencial que liga pessoas, territórios e culturas”, conclui.






