OBSERVADOR | Opinião de Ana Jacinto “Um fogo invisível”

Ago 28, 2025

No mais recente artigo de opinião publicado no Observador, a secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, alerta para o impacto silencioso e duradouro dos incêndios. Nas comunidades e nas empresas, as consequências perduram, sobretudo nos territórios de baixa densidade populacional, comprometendo a coesão social e hipotecando o futuro desses lugares

Leia na íntegra o artigo de Opinião de Ana Jacinto no OBSERVADOR

No artigo “Um fogo invisível”, Ana Jacinto descreve a forma como os incêndios vão muito além da destruição imediata das chamas. “Os incêndios não cessam quando o último foco é dominado”, afirma. Para a secretária-geral da AHRESP, o impacto estende-se no tempo, afetando profundamente a economia local, o turismo e a coesão social.

“Os incêndios deixam atrás de si não apenas floresta queimada, mas destinos turísticos sem procura, empresas sem clientes, empregos em risco e comunidades a perder coesão e esperança”, alerta.

“Alojamentos turísticos e restaurantes que em agosto estavam lotados viram-se de repente vazios; reservas canceladas, comunicações cortadas, negócios forçados a encerrar. Um mês decisivo transformou-se numa ‘época abaixo da época baixa’”, sublinha Ana Jacinto, referindo-se às consequências que se fizeram sentir ao longo do verão de 2025.

A secretária-geral da AHRESP aponta ainda outros riscos para o futuro da atratividade destes territórios: “Sem floresta, não há paisagem; sem paisagem, não há turismo; e sem turismo, não há futuro para muitos destes territórios.”

A “economia que arde em silêncio”, como descreve, não se vê nos noticiários, mas sente-se no quotidiano das regiões afetadas. “Persistem nos alojamentos vazios, nas mesas sem clientes, nas comunicações interrompidas, nas reservas canceladas, nas contas por pagar, nos empregos em risco”, reforça.

A terminar, Ana Jacinto reforça a urgência de medidas de apoio eficazes e de um compromisso real com a reconstrução do interior. “A reconstrução dos territórios afetados será, em grande medida, a reconstrução da confiança e da vida nesses lugares.”

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