DIÁRIO DE NOTÍCIAS | Restauração dá sinais de alerta

Ago 19, 2024

Diário de Notícias revela, em artigo publicado a 19 de agosto, que restaurantes enfrentam um mau ano com quebra de clientes, nacionais e estrangeiros. Sem receitas e com os custos a aumentarem, proprietários reduzem equipas para tentar salvar negócios. Em declarações ao jornal, a secretária-geral da AHRESP crê ser "prematuro afirmar-se que há, efetivamente, uma crise na restauração, apesar de haver sinais para os quais devemos estar especialmente atentos”

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EXCERTOS DO ARTIGO COM DECLARAÇÕES DA SECRETÁRIA-GERAL, ANA JACINTO

A AHRESP confirma que o setor está a atravessar um período de turbulência.“Os números da atividade turística podem induzir uma perceção de que tudo ‘está bem e recomenda-se’, mas, infelizmente, não é bem assim e há, de facto, uma parte significativa da restauração que se tem deparado com muitas dificuldades, sendo a dispensa de pessoal, obviamente, uma medida que se pode tomar para reduzir custos, muitas das vezes o último recurso para a subsistência do negócio. A procura parece não estar a corresponder ao esperado, está muito inconstante e desigual no território”, enquadra Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP.

Ana Jacinto recorda que há ainda empresas a pagar a fatura dos tempos da COVID. “Muitas empresas endividaram-se nessa altura, em que não tinham faturação, para poderem manter os seus negócios. Agora, obrigadas ao cumprimento do reembolso da dívida, veem-se confrontadas com um cenário de inflação, e de aumento de custos e de taxas de juro, o que as deixa praticamente sem tesouraria”, alerta.

A responsável explica que há negócios a “evoluir positivamente”, mas que os empresários da restauração estão “receosos e apreensivos” com a instabilidade da procura. “Não esqueçamos que a procura interna é uma fatia importante da nossa restauração, e uma quebra, como parece estar a acontecer, tem um impacto muito negativo”, alerta.

Ana Jacinto rejeita, para já, traçar um cenário mais catastrófico e falar numa crise no setor, mas afiança que é preciso estar alerta. “Há estabelecimentos que ponderam, de facto, fechar portas, especialmente aqueles que se situam em locais fora dos centros turísticos, e na periferia das grandes cidades, mas julgo ainda ser prematuro afirmar-se que há, efetivamente, uma crise na restauração, apesar de haver sinais para os quais devemos estar especialmente atentos”, salvaguarda.

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