A assinatura do protocolo entre a AHRESP (por Carlos Moura e Júlio Fernandes, presidente e vice-presidente da associação) e a MAPFRE (por Luis Anula Rodríguez, presidente do Conselho de Administração ) foi assinalada como um ato simbólico, já que a colaboração entre as duas entidades existe há muitos anos. Carlos Moura alertou para a perceção errada de que “está tudo bem” no turismo, sublinhando que vários setores continuam fragilizados, como a restauração, marcada por assimetrias regionais, custos crescentes e dificuldades estruturais.
O presidente da associação destacou ainda que, perante limitações no acesso ao financiamento, a contratação de seguros torna-se essencial. “Compete-nos alertar os empresários para a cobertura do risco”, referiu, lembrando casos recentes, como a tempestade Martim, em que os apoios públicos não foram suficientes.
Também a MAPFRE reforçou a importância desta parceria. Luis Anula Rodríguez, presidente do Conselho de Administração recordou que “65% das empresas portuguesas estão sem seguro ou com proteção insuficiente”, alertando para o impacto devastador de fenómenos climáticos e acidentes. Exemplificou com situações reais de desastres naturais, como cheias ou incêndios, onde apenas as empresas e famílias com cobertura adequada conseguiram retomar a normalidade.
Ambas as entidades defenderam a necessidade de reforçar a cultura de prevenção, comunicação e formação, garantindo que os empresários estão preparados para enfrentar riscos cada vez mais frequentes.
A MAPFRE e a AHRESP pretendem ainda criar conteúdos educativos — como vídeos curtos com exemplos reais — para sensibilizar o setor.






