De acordo com Ana Jacinto, “cerca de metade dos empresários da restauração espera resultados semelhantes aos do ano passado”. No entanto, 20% revela-se mais pessimista, apontando para uma quebra da procura e para um nível de reservas abaixo do registado em 2024. “Há empresas muito preocupadas porque as reservas não estão a acompanhar a dinâmica do ano passado”, referiu.
A secretária-geral da AHRESP sublinhou que a estrutura do setor agrava estas dificuldades. “A restauração é maioritariamente composta por microempresas, com custos de contexto muito elevados”, explicou, destacando o impacto contínuo da inflação das matérias-primas, do aumento dos custos salariais e da energia. Acrescentou ainda que muitas empresas não tiveram tempo para se recapitalizar desde o período da pandemia.
Perante este cenário, Ana Jacinto referiu que a AHRESP tem mantido um trabalho próximo com o Governo, em particular com o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, no sentido de identificar soluções que possam mitigar as dificuldades sentidas pelo setor.
Já as expetativas para o alojamento turístico foram mais positivas. Segundo os dados do inquérito, o Ano Novo surgiu como o momento mais forte do ano em termos de faturação, com 62% dos empresários a apontarem essa perspetiva. A procura foi liderada pelo mercado nacional, que representou quase metade das reservas, seguido dos mercados espanhol e francês.
Os dados divulgados correspondem a um inquérito prévio realizado antes das festas






