Acessibilidade na Região em destaque na inauguração da AHRESP Açores

Ago 21, 2026

Durante a inauguração das novas instalações da AHRESP Açores, em Ponta Delgada, Carlos Moura, presidente da Direção Nacional e da AHRESP Açores, apontou um dos principais constrangimentos à atividade das empresas da Região: a acessibilidade aérea. Em declarações aos jornalistas, manifestou preocupação com o impacto dos elevados preços das viagens e da insuficiência de ligações aéreas na competitividade turística dos Açores. O alerta teve ampla repercussão nos Media, com destaque para o Telejornal da RTP Açores, e notícias no Açoriano Oriental, Açores 9, NewsAvia, Observador, Rádio Atlântida e Agência Lusa

Da esq. para a dir.: Carlos Farinha, diretor Regional do Turismo, Cristina do Canto Tavares, vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, e Carlos Moura, presidente da Direção Nacional da AHRESP, é também o novo presidente da AHRESP Açores

A AHRESP inaugurou, no dia 14 de agosto, novas instalações em Ponta Delgada, que permitirão reforçar o apoio aos empresários e profissionais da restauração e do alojamento turístico, consolidando a estratégia de proximidade da Associação no arquipélago. Em declarações aos jornalistas, Carlos Moura, presidente da Direção Nacional e da AHRESP Açores, alertou para o impacto dos elevados preços das viagens e da insuficiência de ligações aéreas na competitividade turística dos Açores (Veja a peça da RTP AÇORES AQUI).

 

AHRESP em destaque na primeira página da versão impressa do jornal Açoriano Oriental.

No jornal Açoriano Oriental, Carlos Moura alerta que a diminuição da procura turística está a ter vários efeitos no alojamento e na restauração, nomeadamente devido à menor procura por parte de turistas, quer continentais quer estrangeiros, e ao consequente impacto na procura por hotéis, alojamento local e restaurantes. A este cenário junta-se o agravamento dos custos, com o aumento dos preços dos produtos alimentares, matérias-primas, energia e combustíveis, entre outros fatores. “Se juntarmos os dois fatores, temos uma espécie de tempestade perfeita: sobem os custos, diminuem as receitas”, afirmou.

A redução de 10% no número de passageiros desembarcados nos Açores durante o primeiro semestre representa, segundo Carlos Mouramais de 60 mil turistas que deixaram de visitar a Região e de consumir na economia local.”

O presidente da Associação alertou igualmente para os preços das viagens e para as limitações do modelo de ligação através do hub de Lisboa. Em alguns casos, referiu, um turista proveniente da Alemanha ou do Reino Unido paga menos para chegar a Lisboa do que para realizar a ligação entre a capital e São Miguel.

Apoiado em dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Carlos Moura destacou ainda a quebra homóloga de 8,3% nas dormidas de residentes nos Açores durante o primeiro semestre, em contraste com o crescimento de 2,4% registado no continente.

A sazonalidade e a escassez de mão de obra qualificada são outros dos desafios identificados pela AHRESP. Muitas empresas continuam dependentes de contratos semestrais e enfrentam dificuldades em contratar profissionais com formação adequada, competências de atendimento e domínio da língua inglesa.

PUB

Mais Artigos