A AHRESP inaugurou, no dia 14 de agosto, novas instalações em Ponta Delgada, que permitirão reforçar o apoio aos empresários e profissionais da restauração e do alojamento turístico, consolidando a estratégia de proximidade da Associação no arquipélago. Em declarações aos jornalistas, Carlos Moura, presidente da Direção Nacional e da AHRESP Açores, alertou para o impacto dos elevados preços das viagens e da insuficiência de ligações aéreas na competitividade turística dos Açores (Veja a peça da RTP AÇORES AQUI).

AHRESP em destaque na primeira página da versão impressa do jornal Açoriano Oriental.
No jornal Açoriano Oriental, Carlos Moura alerta que a diminuição da procura turística está a ter vários efeitos no alojamento e na restauração, nomeadamente devido à menor procura por parte de turistas, quer continentais quer estrangeiros, e ao consequente impacto na procura por hotéis, alojamento local e restaurantes. A este cenário junta-se o agravamento dos custos, com o aumento dos preços dos produtos alimentares, matérias-primas, energia e combustíveis, entre outros fatores. “Se juntarmos os dois fatores, temos uma espécie de tempestade perfeita: sobem os custos, diminuem as receitas”, afirmou.
A redução de 10% no número de passageiros desembarcados nos Açores durante o primeiro semestre representa, segundo Carlos Moura, “mais de 60 mil turistas que deixaram de visitar a Região e de consumir na economia local.”
O presidente da Associação alertou igualmente para os preços das viagens e para as limitações do modelo de ligação através do hub de Lisboa. Em alguns casos, referiu, um turista proveniente da Alemanha ou do Reino Unido paga menos para chegar a Lisboa do que para realizar a ligação entre a capital e São Miguel.
Apoiado em dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Carlos Moura destacou ainda a quebra homóloga de 8,3% nas dormidas de residentes nos Açores durante o primeiro semestre, em contraste com o crescimento de 2,4% registado no continente.
A sazonalidade e a escassez de mão de obra qualificada são outros dos desafios identificados pela AHRESP. Muitas empresas continuam dependentes de contratos semestrais e enfrentam dificuldades em contratar profissionais com formação adequada, competências de atendimento e domínio da língua inglesa.






