AHRESP defende responsabilidade partilhada na prevenção da venda de tabaco a menores

Out 25, 2026

A formação dos profissionais, a confirmação da idade no momento da venda e o envolvimento das famílias são fundamentais para prevenir o acesso de menores ao tabaco. Esta foi a mensagem de Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, no painel "A responsabilidade de proteger menores é de todos", integrado na conferência "A Idade Não se Vê — Encontro pela Proteção de Menores e pelas Vendas Responsáveis", promovida pela Grande Consumo

Canto superior direito (da esq. para a dir): Diana Duarte, jornalista, David Sousa, Head of Smoke-free Products da Tabaqueira, Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, Patrícia Firmino, chefe do Núcleo de Programas Especiais do Departamento de Operações da Polícia de Segurança Pública (PSP), Luís Lourenço, inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Ana Jacinto começou por destacar a importância de acompanhar de perto a realidade das empresas e de adaptar a formação às suas necessidades: “Não é suficiente comunicarmos à distância. É preciso estar com os empresários e perceber qual é a realidade que têm no seu espaço”, afirmou, referindo o Roadshow Nacional AHRESP × ASAE e a Academia AHRESP como exemplos do trabalho desenvolvido para sensibilizar, esclarecer e capacitar os profissionais.

Este acompanhamento é particularmente importante num contexto de elevada rotatividade das equipas, que exige um esforço contínuo de capacitação: “Há uma grande rotatividade, portanto temos sempre de intensificar a formação”, sublinhou a secretária-geral da AHRESP.

Entre os desafios identificados está também a resistência de alguns consumidores quando lhes é pedido um documento de identificação. Para Ana Jacinto, confirmar a idade deve tornar-se um procedimento natural no momento da venda, contribuindo para o cumprimento das regras e para a proteção dos menores.

A responsabilidade dos profissionais passa igualmente por saber recusar uma venda: “Temos responsabilidade porque fazemos a venda ou não fazemos a venda”, salientou, defendendo que, quando não é possível confirmar o cumprimento dos requisitos legais, a venda não deve avançar.

Mas a prevenção não depende apenas dos profissionais e dos nossos estabelecimentos. Questionada sobre as fragilidades na proteção de menores, Ana Jacinto chamou a atenção para a necessidade de envolver as famílias, as escolas, as empresas, as autoridades e a comunidade numa resposta conjunta.

A secretária-geral da AHRESP reconheceu ainda os constrangimentos económicos e operacionais enfrentados pelas empresas, nomeadamente as margens reduzidas, que podem dificultar o investimento na formação das equipas. Ainda assim, reforçou que estas dificuldades não diminuem a importância do cumprimento das regras nem a responsabilidade de prevenir a venda de tabaco a menores.

Parceira da campanha “Quem vê caras não vê cartões” desde o seu lançamento, a AHRESP vai continuar a trabalhar com a ANAREC e a APED para promover a verificação da idade no ponto de venda e reforçar a prevenção da venda de produtos de tabaco e nicotina a menores.

A conferência decorreu no Time Out Market, em Lisboa, com moderação da jornalista Diana Duarte. O painel contou ainda com a participação de Luís Lourenço, inspetor-geral da ASAE, Patrícia Firmino, chefe do Núcleo de Programas Especiais do Departamento de Operações da PSP e David Sousa, Head of Smoke-free Products da Tabaqueira. A sessão de abertura esteve a cargo de Carla Frazão, do ICAD, e o encerramento foi conduzido por Jorge Seguro Sanches, diretor-geral do Consumidor.

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