AHRESP nos MEDIA | Carlos Moura alerta para problemas de acessibilidade aérea nos Açores

Ago 15, 2020

A AHRESP considera que os elevados preços das viagens e a insuficiência de ligações aéreas estão a afetar a competitividade turística dos Açores

Da esq. para a dir.: Carlos Farinha, diretor Regional do Turismo, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, e Carlos Moura, presidente da Direção Nacional da AHRESP, é também o novo presidente da AHRESP Açores

Esta sexta-feira, a AHRESP inaugurou novas instalações em Ponta Delgada, que permitirão reforçar o apoio aos empresários e profissionais da restauração e do alojamento turístico, consolidando a estratégia de proximidade da Associação no arquipélago. Em declarações aos jornalistas,  Carlos Moura, presidente da Direção Nacional e da AHRESP Açores, alertou para o impacto dos elevados preços das viagens e da insuficiência de ligações aéreas na competitividade turística dos Açores (Veja a peça da RTP AÇORES AQUI).

Em declarações ao jornal Açoriano Oriental, Carlos Moura relacionou a redução da procura turística com as dificuldades sentidas pelas empresas do alojamento e da restauração. À diminuição do número de visitantes nacionais e estrangeiros junta-se o aumento dos custos dos produtos alimentares, das matérias-primas, da energia e dos combustíveis.

“Se juntarmos os dois fatores, temos uma espécie de tempestade perfeita: sobem os custos, diminuem as receitas”, afirmou. Segundo o dirigente, a subida dos preços praticados pelas empresas para compensar os encargos não é sustentável a médio prazo e pode contribuir para que os Açores sejam percecionados como um destino caro.

A redução de 10% no número de passageiros desembarcados nos Açores durante o primeiro semestre representa, segundo Carlos Moura, mais de 60 mil turistas que deixaram de visitar a Região e de consumir na economia local. A AHRESP defende, por isso, o aumento das ligações diretas e o reforço da oferta aérea”.

O presidente da Associação alertou igualmente para os preços das viagens e para as limitações do modelo de ligação através do hub de Lisboa. Em alguns casos, referiu, um turista proveniente da Alemanha ou do Reino Unido paga menos para chegar a Lisboa do que para realizar a ligação entre a capital e São Miguel. Carlos Moura destacou ainda a quebra homóloga de 8,3% nas dormidas de residentes nos Açores durante o primeiro semestre, em contraste com o crescimento de 2,4% registado no continente.

Sazonalidade e falta de profissionais preocupam empresas

A sazonalidade e a escassez de mão de obra qualificada são outros dos desafios identificados pela AHRESP. Muitas empresas continuam dependentes de contratos semestrais e enfrentam dificuldades em contratar profissionais com formação adequada, competências de atendimento e domínio da língua inglesa.

Carlos Moura lembrou também que, entre janeiro e maio, Portugal registou um saldo negativo superior a 2800 estabelecimentos de restauração, considerando a diferença entre encerramentos e novas aberturas.

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