Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, participou no IV Encontro Mafra Turismo em Rede, que decorreu a 19 de maio, na Tapada Nacional de Mafra, onde apresentou o programa AL+QUALIDADE e integrou o painel “Turismo – Oportunidades e desafios Futuros”.
No primeiro momento da sua participação, Ana Jacinto deu a conhecer o programa AL+QUALIDADE, uma iniciativa desenvolvida pela AHRESP em parceria com o Município de Mafra, com o objetivo de apoiar a qualificação e profissionalização do Alojamento Local (AL).
Dirigido aos operadores de AL, o programa assenta numa lógica de prevenção e aconselhamento técnico, funcionando como um serviço de diagnóstico e apoio à melhoria contínua, e não como um mecanismo de fiscalização punitiva. Entre os principais objetivos estão a garantia da conformidade legal, a redução de riscos operacionais, a melhoria da qualidade do serviço prestado e o reforço da competitividade da oferta turística do concelho.
A secretária-geral da AHRESP destacou ainda que o AL+QUALIDADE pretende dar maior segurança e previsibilidade aos operadores, através de avaliações técnicas, relatórios personalizados e acompanhamento contínuo nas áreas da formação, atualização legal e apoio jurídico.
Ana Jacinto integrou também o painel “Turismo – Oportunidades e desafios Futuros”, onde centrou a sua intervenção na importância de decisões sustentadas por dados concretos, na valorização do impacto positivo do turismo junto das comunidades locais e na necessidade de fortalecer redes colaborativas entre os diferentes agentes do território.
A secretária-geral da AHRESP destacou a necessidade de envolver as populações locais no desenvolvimento turístico, lembrando que “uma cidade que é boa para ser visitada por turistas também tem de ser boa para as pessoas lá residirem e morarem”.
Outro dos temas em destaque foi o trabalho em rede para preservar e valorizar atividades tradicionais. Nesse contexto, Ana Jacinto apresentou a Plataforma Nacional do Pão, sediada em Mafra, uma iniciativa da AHRESP, como exemplo de cooperação entre produtores, empresas do setor, profissionais, academias, autarquias e outros parceiros locais, defendendo também a utilização da tecnologia como forma de atrair os jovens para profissões tradicionais, modernizando processos sem perder identidade e património.






