O desafio lançado aos oito chefs participantes foi simples: os produtos locais tinham de fazer parte das propostas apresentadas. Entre as criações esteve uma interpretação de um prato de peixe inspirado na tradicional alcatra, com Vítor Sobral a preparar um atum marinado.
Defensor da valorização dos produtos regionais, o chef alertou também para os desequilíbrios no abastecimento de pescado ao comércio local, nomeadamente perante o peso da exportação. “A exportação está a ser superior e depois isso implica capturas desmedidas”, afirmou, defendendo a necessidade de garantir uma gestão equilibrada dos recursos da região.
A reportagem abordou ainda os desafios que os Açores enfrentam no turismo, num contexto de quebra de dormidas pelo décimo mês consecutivo. Para Carlos Moura, presidente da AHRESP e da AHRESP Açores, a resposta não passa pela redução dos preços da restauração, mas por uma aposta na conectividade aérea, numa promoção turística mais forte e robusta e na capacitação dos profissionais, essencial para garantir uma experiência turística de qualidade e incentivar o regresso dos visitantes.
A iniciativa contou com a parceria da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo. Para os parceiros, o potencial da gastronomia enquanto fator de atração turística deve ser acompanhado pela formação e pela capacidade de acompanhar novas tendências, sem perder a essência que caracteriza a ilha Terceira e os Açores.
Lançado em Aveiro, o Restaurante ao Vivo é desenvolvido pela AHRESP há três anos no território continental. Depois da passagem pela Terceira, a iniciativa segue agora para a ilha de São Miguel.





