Alojamento Turístico | Dormidas de residentes decresceram em janeiro de 2024

Mar 14, 2024

Estimativa rápida do INE revela uma inversão da trajetória de crescimento das dormidas de residentes em Portugal que se tinha verificado nos últimos meses de 2023. Já os não residentes aumentaram as dormidas, com britânicos e alemães a serem os mercados em destaque

O setor do alojamento turístico registou 1,5 milhões de hóspedes em janeiro de 2024 (+1,8% face a janeiro 2023) e 3,5 milhões de dormidas (-0,1% face a janeiro de 2023), de acordo com a estimativa rápida da atividade turística publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nos dados do INE destaca-se a diminuição das dormidas de residentes (1,1 milhões; 33% do total), que inverteram a trajetória de crescimento dos últimos três meses do ano passado e decresceram 2,6% face a janeiro de 2023. As dormidas dos não residentes (2,3 milhões; 67% do total) abrandaram, mas registaram um crescimento de 1,2% em comparação com janeiro de 2023.

Entre os principais mercados emissores de turistas internacionais em janeiro destacam-se o britânico (+6% face a janeiro de 2023; 15,8% de representatividade) e o alemão (+0,3% face a janeiro de 2023; 11,2% de representatividade). Por sua vez, o mercado espanhol (8,8% de representatividade) destaca-se pelo maior decréscimo de procura neste início de ano (-12,2%).

As regiões com maiores crescimentos das dormidas foram o Oeste e Vale do Tejo (+18,7% face a janeiro 2023), seguido pelo Norte (+3,7%) e o Centro (+3,3%). Por outro lado, os principais decréscimos em janeiro de 2024 verificaram-se na Península de Setúbal (-9,7%), na Região Autónoma dos Açores (-4%) e na Grande Lisboa (-3,9%).

Apesar da tendência geral para um decréscimo da procura neste período de época baixa, especialmente por parte do mercado nacional, a efetiva diminuição do poder de compra das famílias portuguesas terá o seu efeito refletido nestes números. E não obstante os ótimos resultados da atividade turística no ano passado, mantém-se a incerteza quanto à evolução da procura turística nos próximos meses, especialmente pela continuidade dos conflitos geopolíticos no mundo e de todos os seus impactos macroeconómicos, políticos e sociais a nível mundial e nacional.

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