Veja o Dia da Gastronomia em vídeo: PARTE 1 e PARTE 2
Na sua intervenção, Carlos Moura destacou que a gastronomia se afirmou como um dos principais ativos da economia nacional e um fator determinante para a atratividade turística do país. Contudo, alertou para as dificuldades que continuam a afetar muitos negócios da restauração, sublinhando que “o setor é composto por um tecido muito micro e caracterizado por grandes assimetrias. Assim, encontramos empresas que estão bem, mas há muitas que vivem dificuldades”, devido ao aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas. O presidente da AHRESP reforçou ainda que a gastronomia “deixou de ser um produto complementar na promoção turística para passar a ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo. Aliás, constitui hoje um dos principais factores de diferenciação do destino Portugal, valorizado pelos turistas que, cada vez mais, procuram experiências memoráveis”.
“Não há turismo sem gastronomia e não há gastronomia sem restaurantes, hotéis e profissionais. A gastronomia portuguesa é um dos maiores ativos culturais e turísticos do país e um elemento diferenciador da nossa oferta. Valorizar os produtos, os produtores e as empresas que mantêm viva esta herança é também contribuir para a sustentabilidade e competitividade dos setores que a AHRESP representa.” (Carlos Moura, presidente da AHRESP)

Carlos Moura (Presidente da AHRESP), José Santos, (Presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo), e João Crespo (Presidente do Município de Arronches)
Também José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, defendeu uma visão integrada da gastronomia, envolvendo toda a cadeia de valor, da produção à mesa. O responsável anunciou o desenvolvimento de uma Estratégia Integrada para a Gastronomia do Alentejo, em parceria com a CCDR, as Comunidades Intermunicipais e a AHRESP, e revelou que está em preparação um grande evento internacional dedicado à gastronomia alentejana, previsto para o próximo ano, em Évora.
Na mesma sessão, João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches, considerou que acolher a iniciativa representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo concelho na valorização da gastronomia e dos seus empresários. O autarca destacou igualmente a necessidade de preservar o porco alentejano e apoiar os produtores locais, defendendo que a gastronomia continua a ser um dos principais motores de desenvolvimento económico e de afirmação turística do território.
Promovido pela AHRESP, em parceria com o Município de Arronches, o Dia da Gastronomia – Património Cultural 2026 teve como tema “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”.
Mesa-redonda | Do Montado à Mesa | Moderada pelo jornalista Edgardo Pacheco, a primeira mesa-redonda reuniu Gonçalo Moreira (LABORELA), Olga Cavaleiro (investigadora), Mário Arvana (administrador da SEL) e Henrique Sim Sim (vice-presidente da CCDR Alentejo). O debate centrou-se nos desafios da fileira do porco alentejano, desde a produção à transformação e comercialização, destacando a necessidade de valorizar os sistemas de produção nacionais e de criar condições para reforçar a competitividade das empresas portuguesas face ao mercado espanhol.
Mesa-redonda | O Porco: Tradição, Sabor e Futuro | Também moderada por Edgardo Pacheco, a segunda mesa-redonda contou com a participação dos chefs Michele Marques (Restaurante Mercearia Gadanha), Vítor Sobral, João Pires (Restaurante Valentim), José Júlio Vintém (Restaurante Tombalobos) e do investigador Virgílio Gomes. A tradição, a educação alimentar e a valorização da carne de porco enquanto património gastronómico foram os principais temas em debate, evidenciando a importância de preservar o conhecimento, promover a qualidade dos produtos e transmitir às novas gerações a cultura gastronómica portuguesa.
Almoço temático | Da desmancha à cozinha – Depois do almoço, preparado pelo chef Vítor Sobral, que celebrou o produto em destaque nesta edição do Dia da Gastronomia – Património Cultural 2026 (a ementa incluiu arroz de bochechas de porco, seguido de pudim Abade de Priscos), o encerramento da iniciativa ficou marcado por uma demonstração de desmancha de porco por Luís Paulino, da SEL, tendo sido conduzida pelo chef Vítor Sobral e pelo chef José Júlio Vintém, do Restaurante Tombalobos. Ao longo da sessão, foram apresentadas as diferentes peças do animal, explicando-se a sua utilização na cozinha tradicional alentejana e reforçando a importância do aproveitamento integral do produto, do conhecimento técnico e da preservação dos saberes associados à gastronomia portuguesa.
A AHRESP agradece aos patrocinadores oficiais, NESTLÉ, SOGENAVE e SUMOL COMPAL, e aos patrocinadores do evento, nomeadamente a Câmara Municipal de Arronches, as Entidades Regionais do Turismo do Alentejo e Ribatejo, do Algarve, Centro de Portugal e Porto e Norte de Portugal, e também Mapfre e Robalo.








