As filas intermináveis nos aeroportos portugueses estão a gerar grande preocupação na constelação de setores ligados ao Turismo. O atual cenário de caos ameaça ter consequências relevantes para a economia nacional e já afeta a reputação de Portugal enquanto destino turístico de excelência.
Em reportagem emitida pelo Porto Canal, Ana Jacinto, secretária-geral da associação, manifestou preocupação com o possível agravamento dos constrangimentos, na sequência da adesão à greve geral de 3 de junho, anunciada pelos setores ligados à aviação.
Na reportagem, a AHRESP sublinha que, sem um reforço imediato de meios humanos e operacionais nos aeroportos nacionais, a suspensão temporária do novo sistema de entrada e saída da União Europeia poderá tornar-se a única solução para resolver os atrasos no controlo de fronteiras durante a época alta do turismo.
Ana Jacinto alertou que os impactos da greve não se reconduzem apenas ao dia 3 de junho. Os efeitos também serão sentidos antes e depois. A secretária-geral da AHRESP apelou ainda aos trabalhadores para ponderarem sobre os impactos da paralisação em inúmeros negócios que precisam da afluência de turistas para garantirem rentabilidade, especialmente em setores que têm vindo a enfrentar dificuldades significativas por conta do aumento sucessivo das matérias-primas e dos prejuízos provocados pelas tempestades deste inverno.
“Não podemos estar a investir na montra e a descuidar a porta de entrada”, sublinhou Ana Jacinto, defendendo que as imagens de longas filas e atrasos nos aeroportos, amplamente divulgadas pelas redes sociais e pelos meios de comunicação internacionais, afetam diretamente a reputação turística de Portugal.





