PORTUGAL NÃO PODE INVESTIR NA MONTRA E DESCUIDAR A PORTA DE ENTRADA
Em plena abertura da época alta da atividade turística, os aeroportos nacionais revelam sinais de colapso operacional: longas filas, atrasos no controlo de fronteiras (entrada e saída) e constrangimentos que se repetem dia após dia. Para as empresas do alojamento turístico e da restauração e similares, esta realidade representa perdas concretas e uma ameaça crescente à sua operação.
A contradição é insustentável: Portugal investe na promoção internacional, como destino de excelência, mas permite que a primeira experiência do visitante seja uma fila de horas, uma ligação perdida, uma reação negativa nas redes sociais ou uma reserva que não se repete. Esta falha estrutural não é apenas uma questão de conforto, é um risco direto para a reputação do país e para a confiança dos mercados emissores.
O Turismo é uma das principais forças da economia nacional. A sua competitividade assenta no bom funcionamento de toda a cadeia de valor – dos aeroportos aos transportes, do alojamento à restauração, passando pelos serviços. Um elo que falhe, compromete todo o ecossistema.
GREVE GERAL AMPLIARÁ IMPACTO NEGATIVO
A adesão à greve geral de 3 de junho, já anunciada por sindicatos ligados aos transportes, à aviação civil e aos aeroportos, poderá agravar ainda mais os prejuízos junto de toda a constelação de atividades associadas ao Turismo, setores que dependem fortemente de previsibilidade.
A AHRESP respeita integralmente o direito à greve, mas apela a maior fluidez nos aeroportos nacionais e à prevenção de perturbações que penalizem milhares de empresas cuja atividade depende diretamente da chegada regular de visitantes.
Assim, a AHRESP apela:
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- À suspensão do EES (Sistema de Entrada/ Saída da União Europeia), com carácter de urgência e até ao final de setembro, o que permitiria agilizar o controlo de passageiros e reduzir os tempos de espera nos aeroportos, enquanto não estiverem plenamente asseguradas as condições técnicas, operacionais e humanas necessárias ao normal funcionamento deste sistema;
- Ao diálogo, à negociação e ao sentido de responsabilidade entre todas as partes envolvidas, de forma a evitar a greve nos serviços ligados à aviação e aos aeroportos, o que, a vir a realizar-se, se traduziria em danos acrescidos para setores que continuam a enfrentar fortes pressões económicas.
Para a AHRESP, garantir o normal funcionamento dos aeroportos é garantir a defesa da imagem externa de Portugal, da confiança dos visitantes e do sucesso da economia portuguesa.






